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O futuro da extensão rural no RS
A Frente Estadual de Defesa da Extensão Rural,
composta pelo SENGE, ASAE, Semapi, Sintargs,
Faser, Asapas, AESR e AGC, realizou dia 1° de
julho o seminário “O Presente e o Futuro da
Extensão Rural em Debate.
O encontro, mais uma etapa da luta das entidades
para o fortalecimento do setor, aconteceu no
Auditório Dante Barone da Assembléia
Legislativa, e contou com cerca de 1000
participantes de todo o Estado, incluindo
lideranças, profissionais, entidades, produtores
e autoridades.
Na oportunidade, um documento contendo as
reivindicações do setor, principalmente a defesa
e fortalecimento da EMATER e o futuro da ATER no
Rio Grande do Sul, foi entregue formalmente aos
candidatos ao Governo do Estado. Estiveram
presentes Tarso Genro e José Fogaça, e o
representante da Governadora Yeda Crusius,
Deputado Berfran Rosado.
Em síntese, a Frente defende três eixos
fundamentais para a viabilidade da EMATER e que
não vêm sendo praticados: recursos
orçamentários, recuperação dos quadros com novas
contratações e democracia interna para a
empresa, com a participação das entidades
representativas dos funcionários na discussão
dos temas de interesse institucional.
Em seu pronunciamento, Tarso Genro garantiu que
a demanda que motivou este movimento não pode
ser caracterizada como corporativa porque tem
origem nas “bases produtivas”, como pode
perceber em suas viagens pelo Rio Grande. Na
seqüência, comprometeu-se com a contratação de
técnicos para a EMATER já no primeiro ano de sua
futura administração.
Por sua vez, reafirmando seus compromissos com a
Extensão Rural, José Fogaça lembrou a frase dita
pelo então governador Pedro Simon na sua gestão
a frente do Piratini: “A EMATER é a cara do
Governo no campo”. Para reproduzir esta
realidade na sua futura gestão, o ex-prefeito de
Porto Alegre comprometeu-se em recompor os
quadros da empresa aos níveis de 2006,
recuperando também o orçamento da empresa
estagnado desde então, bem como respeitar a
representação sindical e associativa dos
funcionários.
O candidato sugeriu também a criação de uma
comissão paritária, formada por representantes
do governo e dos funcionários, com o objetivo de
elaborar um projeto de “reinstitucionalização”
que torne a EMATER um órgão estável e permanente
e que assegure mais estabilidade aos seus
servidores.
Já o representante da Governadora destacou o
equilíbrio orçamentário obtido no atual Governo,
que em quatro anos passou de um déficit de cerca
de 600 milhões para um superávit de mais de R$ 2
bilhões previstos para 2011, o que segundo
Berfran Rosado, recupera a capacidade de
investimento do Estado. O deputado salientou que
isso permitirá a EMATER avançar ainda mais.
“Estamos prontos para encaminhar e debater as
propostas” finalizou.
Falando aos presentes, o presidente do SENGE,
lembrou que o Sindicato está mobilizado “desde o
primeiro momento”, quando a entidade e os
profissionais da EMATER perceberam o quadro de
dificuldades criado a partir da demissão, em
2007, de mais de 400 funcionários sob a alegação
de que era possível fazer mais com menos
recursos. Apesar disso, Azambuja afirmou que
atualmente, as equipes espalhadas por todo o
Estado, continuam trabalhando e gerando
resultados significativos, muito acima do que
poderia ser feito na atual situação em que tanto
o Escritório Central, Regionais e mais de cem
municípios, atuam com equipes de trabalho
incompletas.
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