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Novo parque
eólico em Osório duplicaria a atual potência
Entre os 86 projetos cadastrados para o Rio
Grande do Sul no leilão de energia eólica
previsto para 25 de novembro, está um novo
parque em Osório, que duplicaria a atual
potência de 150 megawatts (MW), e outros 242 MW
em Palmares do Sul. Os dois preveem investimento
de R$ 2 bilhões.
No total, o Estado foi o segundo em volume
ofertado, com 2.894 MW, atrás apenas do Rio
Grande do Norte, que apresentou mais de 4 mil MW.
Agora sob responsabilidade da Enerfin, as novas
instalações previstas para Osório têm
investimento estimado em R$ 850 milhões. A
Enerfin, que controla a Ventos do Sul,
administradora do parque eólico de Osório, é o
braço eólico da espanhola Elecnor.
– Vamos trabalhar para viabilizar os dois
parques. Queremos trazer esse investimento de R$
2 bilhões para o Rio Grande do Sul – afirmou
Telmo Magadan, presidente da Ventos do Sul.
Magadan explica que a empresa já tem oito
megawatts aprovados no Proinfa, programa federal
de incentivo a fontes alternativas, em Palmares
do Sul. Assim, o total chegaria a 250 MW.
Somados aos novos 150 MW de Osório, os 400 MW
poderiam abastecer uma cidade de 1,7 milhão de
pessoas – pouco maior do que Porto Alegre.
Essa é a primeira etapa do processo, mas Magadan
lembra que a capacidade do grupo espanhol
transformou o Ventos do Sul em um dos poucos
projetos bem-sucedidos no programa federal
Proinfa. No modelo atual, os grupos que venderem
a geração futura no leilão têm garantia para
financiar o projeto.
Regras, como o preço limite para a energia
eólica, estão em estudo. O preço dessa geração
está em torno de R$ 270 por MWh, quase três
vezes maior do que o da geração hidrelétrica. Um
dos objetivos do leilão é diversificar as fontes
de geração, evitando risco de apagão. |
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