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No Rio Grande do Sul Corsan investe 1,4
bilhão para o tratamento de água e esgoto
através do PAC 1 e 2
Atualmente vivemos um novo momento na área do
Saneamento básico. Com a regulamentação da Lei
Nacional do Saneamento (11.445/2007) e os
investimentos do Programa de Aceleração do
Crescimento, o acesso ao tratamento de esgoto e
à água de qualidade está mais perto de todos. Só
o PAC II disponibilizará R$ 45 bilhões para
serem investidos em água, esgoto, drenagem e
resíduos sólidos, de 2011 a 2015 no Brasil. A
Corsan está encaminhando ao Ministério das
Cidades projetos para a execução de obras de
melhorias nos Sistemas de Abastecimento de Água
e Esgotamento Sanitário, assim como Termos de
Referência para Estudos e Projetos. Além dos
recursos do Orçamento Geral da União em
Saneamento Básico, outra fonte de investimentos
são os financiamentos da Caixa Economica Federal
e do BNDES. No total, entre obras e projetos já
em andamento e aprovados serão mais de R$ 1,4
bilhão, através do Programa de Aceleração do
Crescimento, etapas 1 e 2, em melhorias para
saneamento básico que irão beneficiar municípios
de pequeno e médio porte. Os municípios
brasileiros com menos de 50 mil habitantes
poderão acessar a segunda etapa do programa, no
prazo de 15 de junho a 15 de julho de 2011.
Podem se cadastrar no Ministério das Cidades as
empresas prestadoras de serviço de água e
esgoto, seja para recursos não onerosos, via
Orçamento Geral da União, ou para
financiamentos, via BNDES e Caixa Econômica
Federal. No Rio Grande do Sul, a Corsan está
comprometida em subsidiar os prefeitos com
auxílio técnico nas cidades em que o serviço de
abastecimento de água e esgoto é prestado pela
empresa. "Na Corsan, dos 321 municípios
atendidos, 280 municípios possuem menos de 50
mil habitantes. Sabemos da necessidade destes
investimentos e daremos todo o apoio para que
sejam apresentados projetos de qualidade",
declara o diretor-presidente da Corsan, Arnaldo
Dutra. O diretor ainda afirma que os municípios
podem se cadastrar via FUNASA, porém terão que
indicar a empresa que prestará o serviço. “A
Funasa investirá, via PAC, R$ 2,2 bilhões em
obras e projetos de melhoria de água e esgoto em
todo o Brasil", garante Dutra. Segundo o gestor,
os recursos da FUNASA são todos “não onerosos” e
sem contrapartida , logo, somente as cidades que
possuem a prestação do serviço de Saneamento sob
controle público, seja por empresa estadual ou
municipal, poderão acessar recursos desta
natureza. Dutra explica que as cidades onde a
prestação dos serviços é privada não poderão
acessar recursos a fundo perdido durante o
período da concessão, conforme disposto na Lei
do Saneamento, parágrafo primeiro art. 50. No
caso das cidades que não tem o contrato com a
companhia, o diretor-presidente da Corsan afirma
que, atualmente a empresa não pode buscar
recursos , pois não tem o contrato vigente com o
município. “Como alternativa os municípios com
menos de 50 mil habitantes poderiam apresentar
Cartas Consultas para obter recursos para
projetos de esgotamento sanitário via Funasa,
devendo incluir na proposta uma carta de
anuência do prefeito afirmando o interesse
renovar o contrato com a companhia, solucionando
a questão da falta de uma prestadora de serviço.
Em nenhuma hipótese, as prefeituras estariam
assumindo encargos futuros para pagar estes
financiamentos, no caso de renovação de contrato
com a Corsan”. O diretor-presidente também
reafirma a vontade da Corsan em renovar os
contratos com todos os municípios que a empresa
presta serviço. “Queremos apresentar propostas
para as prefeituras baseados nas necessidades
elencadas no Plano de Saneamento, conseguindo
assim sanar as reivindicações da população”,
alega o diretor.
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