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Governadora assina contratos para obras do
programa Saneamento para Todos em 13 municípios
Ao assinar na terça-feira (04/06), os contratos
de financiamento no valor de R$ 80 milhões junto
à Caixa Econômica Federal para obras da Corsan
em 13 sistemas de água e esgotos, a governadora
Yeda Crusius destacou que "este é um ato que dá
visibilidade a um novo ciclo que o Rio Grande do
Sul e o Brasil vivem".
O financiamento -
cujas licitações para as obras já iniciam nesta
quarta-feira (5) - permitirá a ampliação dos
sistemas de abastecimento de água nos municípios
de Arroio do Meio, Cachoeirinha, Carlos Barbosa,
Encantado, Gravataí, São Sepé, Sapiranga,
Tramandaí e Viamão, no valor de R$ 21 milhões. O
restante dos recursos, de R$ 59,3 milhões, será
investido em esgotos sanitários em Capão da
Canoa, Passo Fundo, Rio Grande e Santa Cruz do
Sul.
Os recursos
provenientes do financiamento da Caixa fazem
parte dos investimentos da Corsan nos próximos
anos, num total de R$ 1 bilhão. São os primeiros
contratos cujos projetos foram liberados pelo
Ministério das Cidades e a determinação da
governadora é duplicar o percentual de
atendimento dos serviços de saneamento nas
localidades atendidas pela Corsan, dos atuais
13% para 30%.
Capacidade
Para Yeda Crusius, a
assinatura dos contratos somente foi possível
pela capacidade de reestruturação da Corsan, com
o desenvolvimento da capacidade de elaborar
projetos sérios, competentes e rápidos pelo
Estado, que permitam aos que querem o recurso
ter acesso de uma maneira como não havia
anteriormente. De acordo com a governadora,
quando foi anunciado o PAC - com uma parcela
para não contingenciamento, foi vislumbrada a
possibilidade de financiamento para o
crescimento. "Nascia então, a gestão
compartilhada, o que foi feito aqui no Rio
Grande do Sul", reforçou.
"Não foi difícil
para nós enviar projetos e começar algo que
desde o princípio dissemos que não honrava as
estatísticas do Rio Grande do Sul, que é o
esgotamento sanitário", explicou Yeda. Segundo
ela, o desejo de fazer gestão integrada com as
refeituras "manifesta-se na Secretaria de
Relações Institucionais, para somarmos o
potencial que o Estado detém de fazer políticas
públicas". Na avaliação da governadora, o
Banrisul é um exemplo do que o governo estadual
pretende e já está fazendo pela economia do Rio
Grande do Sul.
"Queremos fazer a
mesma coisa com a CEEE. Nossos instrumentos de
Estado continuarão no Estado e eu não teria
entendido isso, se não buscasse fortalecer as
instituições como a Corsan", afirmou. Observou
que a Companhia Riograndense de Saneamento está
mostrando que tem condições de fazer muito mais,
pois possui R$ 160 milhões para projetos e,
ampliado pelo sistema PAC, permitirá que façamos
as obras nas bacias dos rios dos Sinos e
Gravataí", anunciou.
Obras
Durante a assinatura
do contrato, o secretário de Habitação,
Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba,
ressaltou o significado do financiamento. "O
esforço da Companhia Riograndense de Saneamento
na sua recuperação econômico-financeira
possibilitou que decorridos 10 anos,
estivéssemos aqui assinando um novo contrato de
financiamento", acrescentou.
Segundo Marco Alba,
o financiamento é também resultado da formatação
dada pela governadora à Secretaria da Habitação,
de forma que ela pudesse ter uma sincronia com o
Ministério das Cidades, "para que articulássemos
políticas públicas na área de saneamento,
habitação, de mobilidade urbana e transporte, o
que também nos aproxima muito mais da capacidade
de captar recursos de forma mais prática,
objetiva e rápida", explicou.
Conforme Alba, com o
financiamento serão construídos 15 novos
reservatórios de água, 23 quilômetros de redes
de adução de água e 29 quilômetros de redes de
distribuição. "Sem dúvida, estamos resgatando
uma dívida histórica da Corsan, investindo em
esgotamento sanitário. Seja com recursos
próprios ou oriundos do PAC, nos próximos três
anos, a Corsan duplicará o número de domicílios
ligados à rede coletora, na ordem de 280 mil
unidades familiares para cerca de 600 mil
unidades familiares no Rio Grande do Sul, o que
mostra a determinação desse governo na área de
saneamento", afirmou.
Ainda de acordo com
Alba, a Corsan investirá neste ano R$ 107
milhões com recursos próprios. "Acrescidos aos
investimentos do PAC a fundo perdido, mais R$
220 milhões e contrapartida de R$ 33 milhões e
ao financiamento junto BNDES, mais R$ 190
milhões e contrapartida de R$ 30 milhões, mais
investimentos com recursos próprios da Companhia
para os próximos três anos, R$ 420 milhões,
estará sendo concretizado o planejamento do
governo estadual de investir cerca de R$ 1
bilhão", avaliou.
O superintendente da
Caixa Econômica federal em exercício, Rubem
Danilo, chamou a atenção para o fato de que,
menos de duas semanas após o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva anunciar o investimento na
ordem de R$ 1,6 bilhão para o Estado, com
recursos do PAC, começam a ser assinados os
primeiros contratos. "Há 10 anos não havia
assinatura de financiamentos para obras no Rio
Grande do Sul com recursos federais", enfatizou.
E anunciou que já estão selecionados mais R$ 160
milhões de financiamentos com a Caixa visando à
questão de infra-estrutura no Estado.
O prefeito de
Tramandaí, Edgar Rapach, falou em nome dos
demais prefeitos beneficiados com a assinatura
dos contratos e reforçou o fato de o governo
estadual, "apesar da crise financeira, não medir
esforços para melhorar o índice de crescimento
do Rio Grande do Sul". |
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