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Revitalização do Dilúvio mobiliza prefeituras
e universidades
A união de esforços entre as prefeituras de
Porto Alegre e Viamão, com o conhecimento
acadêmico das maiores universidades do estado,
devolverá à população das duas cidades um Arroio
Dilúvio limpo e revitalizado. No dia 14/12, o
prefeito José Fortunati assinou um termo de
cooperação com a prefeitura de Viamão,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(Ufrgs) e Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUCRS). A meta é avançar nas
ações do Programa de Revitalização da Bacia do
Arroio Dilúvio e recuperar seus 15 quilômetros
de extensão, com intervenções integrando
saneamento, erosão, inclusão social e educação
ambiental.
A parceria foi formalizada sob as árvores do
Parque Saint´Hilaire, para trazer a Porto Alegre
e Viamão uma transformação inspirada no projeto
do rio Cheonggyecheon, da cidade coreana de
Seul, onde foram investidos mais de US$ 300
milhões. O projeto incluiu a retirada de um
viaduto localizado sobre o rio e despoluição da
água com canalização do esgoto cloacal. Ao final
do processo, os 5,8 quilômetros de extensão
foram transformados em espaço de convivência e
lazer.
Para o prefeito José Fortunati, a proposta é
ousada e baseia-se na cooperação para viabilizar
o que será um marco de preservação ambiental nas
duas cidades. "Cada vez mais precisamos focar os
projetos no crescimento sustentável. O poder
público e as universidades estão empenhados
nessa revitalização, buscando apoio concreto da
cidadania", disse o prefeito, destacando que o
esforço soma-se às políticas ambientais já
praticadas no município, com destaque para o
Projeto Integrado Socioambiental, que resultará
no tratamento de 80% do esgoto de Porto Alegre e
ajudará a devolver a balneabilidade do Lago
Guaíba.
Fortunati defendeu, entretanto, um forte
envolvimento da população no projeto do Arroio
Dilúvio, conscientizando os moradores sobre as
responsabilidades na preservação ambiental, uma
vez que hoje são depositadas irregularmente
toneladas de lixo e objetos na bacia. A
necessidade de mobilziar os cidadãos foi
reforçada pelo prefeito de Viamão, Alex Sander
Boscaini. "Precisamos trabalhar a mentalidade
das pessoas. Temos que mudar o conceito da
relação com o arroio, integrande as redes
municipais e estadual de ensino", propôs
Boscaini.
As equipes técnicas das universidades já
desenvolveram um marco conceitual do programa,
com diagnóstico inicial com os principais pontos
a serem atendidos no Dilúvio, bem como uma
projeção de futuro a partir da revitalização. O
reitor da Ufrgs, Carlos Alexandre Netto,
reforçou o compromisso da universidade no
projeto. "O objetivo é colocar o que temos de
melhor a serviço do Dilúvio e das comunidades de
Viamão e Porto alegre", afirmou. Para o reitor
da PUCRS, Joaquim Clotet, o trabalho pela
ecologia e pelo meio ambiente interessa todos os
cidadãos. "A natureza é a nossa casa, por isso
temos que cuidá-la preservando o bem estar da
sociedade", avaliou.
De acordo com a diretora do Instituto do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais da PUCRS,
Betina Blochtein, o grupo de trabalho com
técnicos representando todos os parceiros
trabalhará agora para desenvolver um projeto
básico para definir efetivamente as obras que
serão realizadas, e depois a captação de
recursos. Na prefeitura de Porto Alegre, o
processo será coordenado pelo secretário
municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia.
"Vamos estruturar um modelo de gestão, definindo
as responsabilidades no projeto, para depois
captarmos recursos junto à iniciativa privada,
poder público e fontes internacionais", explicou
Betina. Conforme a professora, o projeto é
complexo porque a fonte de problemas do arroio
não é somente na sua extensão em Porto Alegre e
Viamão, mas também nos demais pontos que compoem
a bacia, com mais de 15 córregos.
Após a assinatura do protocolo de cooperação,
Fortunati, Boscaini e os reitores realizaram o
plantio de mudas nativas no Parque Saint’Hilaire.
Foram plantadas guabiroba, acoita-cavalo,
cerejeira e guabijú.
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