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CRESCIMENTO ENFRENTARÁ ESCASSEZ DE MÃO-DE-OBRA

O crescimento da economia e especialmente de alguns setores como a Construção Civil começa a gerar problemas de escassez de mão-de-obra qualificada, o que exigirá a integração de esforços entre o Governo e as entidades representativas das empresas e trabalhadores, concluíram os participantes do encontro, promovido pela Sociedade de Engenharia do RS (Sergs), com participação do superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado, Heron Oliveira. Apenas a Construção Civil gaúcha, em função dos programas habitacionais e das obras visando a Copa de 2014, necessitará de 15 mil novos trabalhadores, neste ano. O Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RS, Paulo Garcia, sugeriu que o Governo Federal desloque boa parte da verba destinada a treinamento de beneficiados pelo Bolsa-Família para qualificação de pessoas não apenas para atuarem no setor, mas também para outras atividades que tiveram maior demanda de empregos..

Baseou sua sugestão no levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho que constatou que apenas 1% dos inscritos no Bolsa-Família mostram interesse nos cursos de qualificação. Ao mesmo tempo, foi citado o exemplo de uma rede de supermercados que selecionou apenas 3 pessoas de um total de 500 que se apresentaram para trabalhar na área de limpeza, entre outros motivos porque um grande número não sabia ler para identificar rótulo de produtos.

O presidente da Sergs, Cylon Rosa Neto, citou a Construção Civil como uma das atividades em que ocorrem maiores problemas de relacionamento com a fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho. Lembra que existem, atualmente, no Estado, várias obras paralisadas por autuações dos fiscais de segurança do trabalho. A maioria das interdições é por excesso de zelo, observou. Com base no encontro de hoje foram acertadas reuniões conjuntas entre técnicos da Superintendência e representantes das entidades de engenharia, da construção e de trabalhadores para formar um entendimento a respeito da aplicação de normas.

Ao mesmo tempo, Heron Oliveira enumerou dados positivos, como o baixo número de óbitos por acidente de trabalho, no Rio Grande do Sul, apenas 6 por ano, por 100 mil trabalhadores, o menor do País, em conseqüência da maior presença da fiscalização. 

   
   
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