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Corsan investe R$ 1,4 bi para o tratamento de
água e esgoto no RS
A Corsan está encaminhando ao Ministério das
Cidades projetos para a execução de obras de
melhorias nos Sistemas de Abastecimento de Água
e Esgotamento Sanitário no RS, assim como Termos
de Referência para Estudos e Projetos. No total,
entre obras já em andamento e projetos aprovados
serão mais de R$ 1,4 bilhão de investimentos,
através do Programa de Aceleração do
Crescimento, etapas 1 e 2, que irão beneficiar
municípios de pequeno e médio porte.
Além dos recursos do Orçamento Geral da União em
Saneamento Básico, outras fontes de
investimentos são os financiamentos da Caixa
Econômica Federal e do BNDES. Os municípios
brasileiros com menos de 50 mil habitantes
poderão acessar a segunda etapa do programa, no
prazo de 15 de junho a 15 de julho de 2011.
Podem se cadastrar no Ministério das Cidades as
empresas prestadoras de serviço de água e
esgoto, seja para recursos não onerosos, via
Orçamento Geral da União, ou para
financiamentos, via BNDES e Caixa Econômica
Federal.
Auxílio técnico
No Rio Grande do Sul, a Corsan está comprometida
em subsidiar os prefeitos com auxílio técnico
nas cidades em que o serviço de abastecimento de
água e esgoto é prestado pela empresa. "Na
Corsan, dos 321 municípios atendidos, 280
possuem menos de 50 mil habitantes. Sabemos da
necessidade destes investimentos e daremos todo
o apoio para que sejam apresentados projetos de
qualidade", declara o diretor-presidente da
Corsan, Arnaldo Dutra.
O presidente afirma, ainda, que os municípios
podem se cadastrar via Funasa, porém terão que
indicar a empresa que prestará o serviço. "A
Funasa investirá, via PAC, R$ 2,2 bilhões em
obras e projetos de melhoria de água e esgoto em
todo o Brasil", garante Dutra. Segundo o gestor,
os recursos da Funasa são todos "não onerosos" e
sem contrapartida, logo, somente as cidades que
possuem a prestação do serviço de Saneamento sob
controle público, seja por empresa estadual ou
municipal, poderão acessar recursos desta
natureza.
Contrato vigente
Arnaldo Dutra explica que as cidades onde a
prestação dos serviços é privada não poderão
acessar recursos a fundo perdido durante o
período da concessão, conforme disposto na Lei
do Saneamento, parágrafo primeiro art. 50. No
caso das cidades que não tem o contrato com a
Companhia, o diretor-presidente da Corsan afirma
que, atualmente a empresa não pode buscar
recursos, pois não tem o contrato vigente com o
município.
"Como alternativa, as cidades com menos de 50
mil habitantes podem apresentar Cartas Consultas
para obter recursos para projetos de esgotamento
sanitário via Funasa, devendo incluir na
proposta uma carta de anuência do prefeito
afirmando o interesse em renovar o contrato com
a Corsan, solucionando a questão da falta de uma
prestadora de serviço", observou . Em nenhuma
hipótese, salientou Arnaldo Dutra, as
prefeituras estariam assumindo encargos futuros
para pagar estes financiamentos, no caso de
renovação de contrato com a Corsan.
O diretor-presidente também reafirma a vontade
da Corsan em renovar os contratos com todos os
municípios que a empresa presta serviço.
"Queremos apresentar propostas para as
prefeituras baseados nas necessidades elencadas
no Plano de Saneamento, conseguindo assim sanar
as reivindicações da população", alega o diretor
da Companhia.
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